Marcas com Identidade não agradam a toda a gente e ainda bem
- Ana Marques
- 22 de abr.
- 2 min de leitura

Hoje, as marcas deixaram de ser apenas produtos ou serviços e tornaram-se vozes ativas na sociedade. E a grande questão que se coloca é: as marcas estão preparadas para alinhar o que dizem com o que verdadeiramente são?
Os consumidores estão cada vez mais exigentes e informados e compram com base no seu propósito ou experiência proporcionada.
O problema?
Algumas marcas ainda não sabem o que querem ser.
Ou se tenta agradar a todos, correndo o risco de não se ligar verdadeiramente a ninguém ou se assume uma identidade clara, correndo o risco de perder quem não se identifica.
O maior risco?
Adiar o inadiável.
O receio de sair da zona de conforto já não existe.
O status quo mudou.
A escolha do consumidor também.
Centrar a comunicação apenas nos lucros, ignorando os valores, é uma visão ultrapassada.
Hoje, os consumidores não compram apenas pelo preço ou pela funcionalidade, mas pela conexão com os seus princípios. O verdadeiro retorno vem não só do que se vende, mas do que a marca representa, do que defende e da forma como age.
Recentemente, uma marca conhecida esteve envolvida numa polémica relacionada com temas sensíveis como o aborto e levanta a questão sobre até que ponto os valores pessoais de quem lidera devem ou não “contaminar” o posicionamento das marcas.
Como equilibrar convicções pessoais com a responsabilidade de representar uma marca, garantindo que esta não se torna “refém” da opinião de uma só voz?
Em 2026, já não basta vender qualidade ou conveniência
É preciso posicionamento.
É preciso coerência entre valores e ação.
Entre discurso e prática.
As marcas já não conseguem viver no conforto da neutralidade.
Precisam de se afirmar.
De tomar uma posição.
E, acima de tudo, de o fazer com responsabilidade.
Porque a comunicação de uma marca já não é apenas sobre o que se diz.
É, sobretudo, sobre como se diz.
E quem não toma uma posição, acaba por ficar para trás.
Porque a reputação constrói-se ou destrói-se à velocidade de apenas um scroll.
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